E a Casa Grande chega a sua maioridade.

A Fundação Casa Grande - Memorial do Homem Kariri é uma organização não- governamental, cultural e filantrópica criada em 1992, com sede em Nova Olinda, Ceará, Brasil. Sua criação se deu a partir da restauração da primeira Casa da Fazenda Tapera, hoje cidade de Nova Olinda, ponto de passagem da estrada das boiadas que ligava o Cariri ao sertão dos Inhamuns, no período da civilização do couro, final do século XVII.
A Casa Grande tem como missão a formação educacional de crianças e jovens protagonistas em gestão cultural por meio de seus programas: Memória, Comunicação, Artes e Turismo. O objetivo é a formação interdisciplinar das crianças e jovens, a sensibilização do ver, do ouvir, do fazer e conviver através do acesso a qualidade do conteúdo e ampliação do repertório.
No dia 19 de dezembro de 2010, a Fundação Casa Grande-Memorial do Homem Kariri completa sua maioridade como uma escola de referência em educação levando "o mundo ao sertão". Mas não qualquer mundo, e sim um mundo que proporcione as crianças e jovens o empoderamento da cultura e da cidadania.
Tão belo trabalho,já foi objeto de pesquisa do NEPOCS, que resultou em trabalhos aprovados e apresentados em congressos nacionais e internacionais. Não é pra menos: a experiência é ímpar!
Se você não conhece a Casa Grande, eis uma boa oportunidade de conhecer. Dia 19, domingo, a Casa Grande abre suas portas com uma grande festa de renovação. Se você já conhece e curte a experiência, é hora de festejar por mais esse fruto bom que nasce nas terras caririenses.

Não Percam!




Respeitável público, está no Crato o famoso Circo Portugal, o circo tem espetáculos maravilhosos, tem malabaristas, equilibristas, danças, mágica, show da águas dançantes, palhaços, além o espetacular globo da morte com 6 motos.

Não percam essa oportunidade! O circo tem espetáculos todos os dias da semana, segunda a sexta o espetáculo acontece as 8:30 e nos fins de semana acontece 2 espetáculos as 5:30 e as 8:30. Essa é a ultima semana do circo na cidade.

A oportunidade que você tem de se divertir, afinal o picadeiro se enche de alegria, vamos fazer parte dessa festa, chame seus amigos e parentes e encante sua noite com o maravilhoso mundo do circo.


Experiência

Há algum tempo, tenho me colocado a mesma questão: o que é ser professor? O que quer que de fato seja, compreendo, assim como  Marcos Villela Pereira, um professor da Universidade Federal de Pelotas, com o qual tive contato através de um texto que pensa a "professoralidade", e cujas ideias comungo cada vez mais, que somos sujeitos prenhes de devires, sujeitos potência e, portanto, ao contrário de  indagar-se "o que sou" ou "como sou o que sou", o movimento na busca da professoralidade conduz a questões da ordem  de como e por quê tenho sido o que tenho sido. É deixar a construção no presente do indicativo - eu sou - e partir para o particípio e/ou gerúndio, tenho sido, estou sendo.


Uma mudança aparentemente inofensiva num jogo de palavras, mas que acaba por nos fazer cogitar a possibilidade de aceitar um convite por demais interessante, que é feito por um outro pensador cujas ideias e sua pedagogia profana tenho grande apreço, Jorge Larrosa Bodía:
"(...) talvez seja hora de tentar trabalhar no campo pedagógico pensando e escrevenbdo de uma forma que se pretende indisciplinada, insegura e imprópria."


Tenho aceitado este convite, cada dia mais. Tenho procurado vencer o medo de errar para encarar o erro como um espaço/tempo de ricas aprendizagens, onde o novo se cria. Tenho buscado sair da arrogância das certezas para o rico universo dos devires imprevisíveis, das dúvidas, da flexibilidade, do amor pelo desconhecido. Como diz Regina Garcia, somos convidados em Larrosa e em tantos outros a ter coragem de sair das grandes estradas retas, claras, já mapeadas antes de serem construídas, para adentrarmos por atalhos labirínticos onde não se pode ver antecipadamente onde nos levam e onde a única bússola é a busca permanente e obstinada. O que nos resta é termos a coragem de nos arriscar, de experienciar.


Experiência é, não o que se passa, não o que acontece, mas o que nos passa, o que nos acontece, o que nos toca. Como reflete Walter Benjamin, o que, entre outras coisas, tem caracterizado o nosso mundo é a pobreza de experiências. Nunca se passaram tantas coisas, sendo a experiência é cada vez mais rara. Larrosa, evocando o filósofo Heidegger,  diz  que "a cada dia se passam muitas coisas, porém, ao mesmo tempo, quase nada nos acontece. Dir-se-ia que tudo o que se passa está organizado para que nada nos aconteça." A experiência é em primeiro lugar um encontro ou uma relação com algo que se experimenta.


Tanto nas línguas germânicas como nas latinas, a palavra experiência contém inseparavelmente a dimensão de travessia e perigo. É novamente, recorrendo a Jorge Larrosa que penso que na nossa prática profissional, a professoralidade, o perigo maior que encontrarmos reside em nós mesmos, na nossa forma de encarar e consequentemente agir, da nossa incapacidade de experimentar. Larrosa diz:
"Do ponto de vista da experiência, o importante não é nem a posição (nossa maneira de pormos), nem a “o-posição” (nossa maneira de opormos), nem a “imposição” (nossa maneira de impormos), nem a “proposição” (nossa maneira de propormos), mas a “exposição”, nossa maneira de “ex-pormos”, com tudo o que isso tem de vulnerabilidade e de risco. Por isso é incapaz de experiência aquele que se põe, ou se opõe, ou se impõe, ou se propõe, mas não se “ex-põe”. É incapaz de experiência aquele a quem nada lhe passa, a quem nada lhe acontece, a quem nada lhe sucede, a quem nada o toca, nada lhe chega, nada o afeta, a quem nada o ameaça, a quem nada ocorre."


Sem ter a intenção de colocar um ponto final naquilo que vem me instigando a pensar - a minha prática profissional - cabe dizer que estas embarcações nas quais tenho tomado carona, vez em quando, e que em certa medida tem a explicação de "como e por quê tenho sido o que tenho sido" tem me conduzido a lugares e me proporcinado encontros, que me mostra e me ensina um tanto de coisas, que não me permite esquecer da rica complexidade que me cerca e que também está "cá" dentro de mim.


Wal

II Fórum Internacional Contadores de História

Nos dias 15 e 16 de dezembro, em Pelotas, acontece o II Fórum Internacional Contadores de História, que recebe inscrições de trabalhos até o dia 10 do mesmo mês. O Fórum, que é realizado eplo Núcleo de Artes, Linguagens e Subjetividade, da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), teve como tônica da sua primeira edição a valorização e o reconhecimento das culturas populares oportunizadas através de uma metodologia que evidenciou a narração de histórias como ponto focal do encontro. Como eixo narrativo, a proposta foi contar uma Outra história da cidade, e a Pelotas negra foi o destaque.
Esta segunda edição caminha na perspectiva do fortalecimento e da consolidação do evento como um projeto permanente de valorização da cultura popular, nomeadamente da que se estabelece entre o sul do Brasil (Pelotas) e o Uruguai (Montevidéu). O projeto revela e potencializa uma das funções que dignifica o espaço acadêmico enquanto lugar de expressão e valorização das diferenças e suas expressões significativas. Neste ano o fio condutor das histórias e suas narrativas será o “carnaval e a cidade” onde através do chamamento provocativo: “Tu me conheces? Eu te conheço!” - que se configura como subtítulo do evento - busca-se reproduzir não só o eco dos “mascarados” pelas ruas de um carnaval antigo, mas também e fundamentalmente, reencontrar parte da identidade pela memória e a sua celebração tornando-as , mais ainda, vivas.

Maiores informações: http://contadoresdehistoriasufpel.blogspot.com/