Prêmio Culturas Populares 2012


Os interessados em participar da edição 2012 do Prêmio Culturas Populares terão um bom prazo para preparar a documentação que será necessária em todo o processo de inscrição das propostas e outras questões relacionadas ao concurso.
As inscrições para o edital instituído pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC/MinC),  estarão abertas a partir de 2013, no período de 5 de janeiro a 5 de abril.  O grande homenageado da atual edição é o ator, produtor e cineasta Amácio Mazzaropi, que completaria, neste ano, 100 anos.
Serão destinados 170 prêmios para Mestres, mais 170 prêmios para Grupos/Comunidades e 10 prêmios para Mestres in memoriam. Ao todo serão premiadas 350 iniciativas e o investimento total será de R$ 5 milhões.
São objetivos da premiação: fortalecer as expressões das culturas populares brasileiras; identificar, valorizar e dar visibilidade às atividades culturais protagonizadas por Mestres e Grupos/Comunidades e às estratégias de preservação de suas identidades culturais; incentivar a participação plena e efetiva dos Mestres e Grupos/Comunidades na elaboração, execução e avaliação de projetos, atividades, ações e iniciativas que envolvam as culturas populares por eles cultivadas, dentre outros.
Participação
Poderão participar do edital iniciativas que envolvam as expressões das culturas populares brasileiras, como ações e trabalhos, individuais ou coletivos, que fortalecem as expressões culturais populares, contribuindo para a sua continuidade e para a manutenção dinâmica das diferentes identidades culturais no Brasil.
Também poderão ser inscritos no concurso projetos que desenvolvam atividades de retomada de práticas populares em processo de esquecimento e difusão das expressões populares para além dos limites de suas comunidades de origem, em todas as suas formas e modos próprios como religião; rituais e festas populares; arte popular; mitos, histórias e outras narrativas orais.
Criado em 2007, o prêmio chega à sua quarta edição, somando 695 iniciativas premiadas em todo o país com um investimento total de R$ 6,9 milhões, sempre reconhecendo a atuação exemplar de Mestres e de Grupos/Comunidades praticantes de expressões das culturas populares brasileiras e fortalecendo essas expressões.
Amácio Mazzaropi (1912-1981) teve uma infância pobre. Começou a atuar na cidade de Taubaté (SP) em 1931 e, em 1942 montou a Troupe Companhia Amácio Mazzaropi, passando a viajar pelo interior do país com um pavilhão – um barracão de tábuas corridas, coberto de lona, com cadeiras e bancos de madeira para a plateia – chamado de Teatro de Emergência.
Ao todo, foram 32 filmes realizados pelo artista, que faleceu aos 69 anos, em São Paulo. Dentre os principais filmes estrelados por Mazzaropi estão: A Carrocinha (1955); O Gato da Madame, Fuzileiro do Amor e o Noivo da Girafa (1956); Chico Fumaça e Chofer de Praça (1958); Jeca Tatu e Pedro Malasartes (1959).
Informações
As inscrições para o edital poderão ser realizadas pela internet, por meio do Sistema SalicWeb, ou por via postal, sendo necessário, em ambos os casos, encaminhar a documentação e anexos exigidos pelo edital, para o endereço que consta no edital.
Dúvidas e informações referentes ao concurso poderão ser esclarecidas e/ou obtidas junto à SCDC/MinC, por meio do endereço eletrônico: culturaspopulares@cultura.gov.br
O edital do Prêmio Culturas Populares 2012 foi publicado no Diário Oficial da União (Seção 3, págs. 23 a 26), no dia 5 de novembro.
(Texto: Marcos Agostinho, Ascom/MinC)
(Fotos: Divulgação/Site oficial de Mazzaropi)
Fonte: http://www.cultura.gov.br/site/2012/11/23/premio-culturas-populares-2012-2/


M. Dias Branco é a maior empresa do Ceará

As melhores e maiores empresas cearenses foram conhecidas ontem à noite durante a solenidade de entrega do Prêmio Delmiro Gouveia. Cerca de 300 empresas participaram do Prêmio, que é realizado pela Fundação Demócrito Rocha e Grupo de Comunicação O POVO.

Coube ao setor industrial o prêmio máximo de reconhecimento do empreendedorismo cearense. A maior empresa do Ceará, escolhida dentre os critérios de avaliação do Prêmio Delmiro Gouveia, é a M. Dias Branco. O anúncio foi recebido com aplausos pelo público de laureados, políticos e empresários que comparecerem à cerimônia realizada, ontem à noite, no La Maison.
A empresa do cearense Ivens Dias Branco, que no ano passado tinha alcançado a quarta colocação dentre as maiores do Prêmio, atingiu a melhor pontuação entre as quase 300 empresas participantes da 12ª edição do Prêmio, que é realizado pela Fundação Demócrito Rocha e Grupo de Comunicação O POVO.
O grande premiado da noite recebeu o troféu de maior empresa do Ceará das mãos da presidente do Grupo O POVO, Luciana Dummar. “Eu acho que é um reconhecimento para nós. Só nos resta ficar muito honrados e muito agradecidos”, declarou Ivens Dias Branco. 
Durante a cerimônia de premiação, a presidente do O POVO, Luciana Dummar, frisou a importância do empreendedorismo cearense. No discurso, ela lembrou a iniciativa pioneira do pai, o jornalista Demócrito Dummar, ao criar o Prêmio Delmiro Gouveia, em 2001. “Ele foi um empresário visionário, um homem preocupado com os destinos do Ceará, e um jornalista em dia com o seu tempo. Demócrito Dummar, meu pai, foi um ser iluminado por Deus e, por isso mesmo, profundamente humano”, destacou Luciana Dummar. 
Ela também apontou as grandes tarefas que irão desafiar o Ceará daqui pela frente, como a construção do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) e a realização da Copa das Confederações e da Copa do Mundo. Além disso, a presidente do Grupo O POVO enfatizou a importância das empresas cearenses para o desenvolvimento do Estado e do País. 
“Eu tenho certeza de que, mesmo com as dificuldades que sempre enfrentamos, mesmo com as pequenas turbulências que estamos passando na economia, o empresariado cearense está pronto para continuar dando a sua contribuição ao País”, declarou Luciana.

Festival de Teatro em Barbalha


Teve início no último sábado (24) o Festival de Teatro Barbalha Cênica no Centro de Barbalha .
O  Barbalha Cênica é um evento voltado para as artes Cênicas, surgiu no ano de 2000. O Grupo de Teatro Louco em Cena viu a importância de realizar este evento, com a proposta de fomentarmos o teatro, onde através da integração de grupos, artistas, e apreciadores, pudessem ter o fortalecimento das expressões teatrais dentro da comunidade e região; podendo assim surgir novos talentos e novas plateias para a produção teatral.
Esta iniciativa começou com uma exposição de fotografia e apresentações de esquetes nas praças publicas da cidade de Barbalha, hoje contamos com varias oficinas de teatro e a cada evento tem se percebido o crescimento do Barbalha Cênica, contamos hoje com oficinas de iniciação ao teatro, perna de pau, teatro de boneco, noções de direção teatral, maquilagem cênica, como também a realização de um cortejo e apresentações de espetáculos teatrais.

Confira o que ainda está por vir:
Quarta Feira dia 28/11/2012:         
O Barquinho            
Cine Teatro Neroly Filgueira
Horário: 19h / Classificação: Livre
Grupo Centauro de Teatro
 Quintal do Mundo   
Praça Filgueira Sampaio (antigo Calçadão)
Horário: 20h / Classificação: Livre

Quinta Feira dia 29/11/2012           
O Menino Fotógrafo           
Local: Alternativo
Horário: 20h / Classificação: 12 anos
Grupo: Ninho de Teatro – Crato-CE
Engenharia Cênica – Barbalha-CE
 Retrato de Mulher
Local: Cine Teatro Neroly Filgueira
Horário: 19h / Classificação: 16 anos
Grupo: Dakini Cia. de Dança e Teatro – Juazeiro do Norte-CE

Sexta Feira dia 30/11/2012:
Amor Sublime
Local: Cine Teatro Neroly Filgueira
Horário: 15h / Classificação: Livre
Grupo: Escola Moreira de Sousa – Juazeiro do Norte-CE
 Pingado de Nós
Local: Secretaria de Cultura
Horário: 20h / Classificação: 16 anos
Grupo: Produção independente (Joaquina Carlos)
 O Hospede               
Local: Cine Teatro Neroly Filgueira
Horário: 19h / Classificação: 16 anos
Grupo: Mandacaru de Artes Eventos – Juazeiro do Norte-CE

Sábado dia 01/12/2012:
Retalhos de Minha Terra        
Local: Praça Santa Terezinha (Prefeitura de Barbalha)
Horário: 9h / Classificação: Livre
Grupo: Teatro Louco em Cena – Barbalha-CE
 Cortejo Teatral (Ruas da cidade de Barbalha)
Horário: 15h / Local: Concentração – Praça da Estação
 A Megera Domada       
Local: Secretaria de Cultura e Turismo de Barbalha
Horário: 19h / Classificação: Livre
Grupo: Cia. Cícera de Experimentos Cênicos– Juazeiro do Norte
 Quando as Galinhas Gemem
Local: Secretaria de Cultura
Horário: 20h / Classificação: 16 anos
Direção: Rafael Barbosa
 Roteiros Poéticos                     
Local: Praça Filgueira Sampaio (antigo Calçadão)
Horário: 22h / Classificação: Livre
Grupo: Roteiros Poéticos – Juazeiro do Norte-CE
Barbalha Online

Fonte:http://www.crato.org/chapadadoararipe/2012/11/28/festival-de-teatro-teve-inicio-esta-semana-em-barbalha-confira-programacao/


Inovação...


Valorar, Ousar e Entusiasmar: Voe com a Cultura da Inovação



Na atualidade, não é importante saber mais que o outro faz, mas o que pode ser feito com o que se sabe e quais as consequências dos projetos. Na era da inovação, saber fazer as perguntas corretas com crítica e referenciar qual é a resolução do problema com a solução criada são práticas essenciais para trazer o novo para a sociedade.

O que é criado tem de ser mostrado para os pares para que exista a validação. Poucas são as redes internacionais de pesquisa formal e estão, principalmente, nas áreas de maior investimento de universidades / corporações. As demais áreas, para que exista a inovação, as pessoas usam a agilidade e a adaptabilidade na comunicação ou interação com iniciativas empreendedoras.


Para que exista a inovação é necessário que se tenha um resultado feito por uma ou mais pessoas. Como o fruto do trabalho é visto e como se faz a apresentação emerge a diferença. Inovar não está relacionado somente com o processo, mas com o modo de expor o resultado do trabalho e como a reputação da pessoa ou pessoas está na sociedade em relação ao tema que é tratado.

Oportunidade é uma palavra que jamais pode deixar de existir para a inovação. É a possibilidade de uso ou de mudança de um paradigma existente que valoriza ações que se mobilizam para trazer o novo para as mídias com o investimento pessoal ou de corporações. A postura pessoal do inovador é a paixão por perseguir a vida com entusiasmo.

Não existem segredos, mas possibilidades de ênfase para que ocorra a inovação. Intensificar os diálogos acerca de como criar o melhor clima para a concepção da ideia, centrar esforços em projetos conjuntos nas áreas de interesse, desenvolver espaços físicos e virtuais para facilitar a execução das ações e buscar financiamento para a continuidade do desenvolvimento e para a distribuição são modos de viabilizar a inovação.

Adaptar estratégias é uma tarefa de quem sabe inovar. Nesse procedimento está a antecipação do futuro com informações, com visão de negócio e com a criação de redes de contato e de interesse. A análise do projeto tem de ser de modo crítico com o olhar para os problemas e para as causas e com o desafio de crenças. Evitar a manipulação de dados e os pré-julgamentos.

A interpretação do mundo com a organização de informações de fontes diferentes para consolidar o conceito precisa da busca de padrões em diversos projetos. Encorajar os stakeholders para criticar e testar as premissas e as hipóteses. A decisão é tarefa do líder do projeto e são necessários os equilíbrios entre a velocidade das informações e das críticas com o rigor que prevê a qualidade, a agilidade e a efetividade para a sociedade. Perfeição não existe na inovação, pois as pessoas tendem a crítica.




Um pouco sobre o Cordel


No último dia 19 foi comemorado o dia do Cordel. E nada mais justo que dedicarmos esse espaço para o conhecermos um pouco mais.

A literatura de cordel é um gênero literário popular, geralmente composto por rimas, conhecido também como folheto, devido ao formato impresso que adquiriu.
O marco do folheto se deu na época do Renascimento, quando os relatos orais passaram a serem impressos. Porém, acredita-se que muito antes disso os cordéis já existiam, sendo oriundos dos conquistadores greco-romanos, saxões e outros.
Chegando à Península Ibérica por volta do século XVI, os cordéis ganharam fôlego com o trovadorismo, primeiro movimento literário da língua portuguesa, onde as poesias eram cantadas em cantigas. Muitos dos cordéis são cantados ainda hoje, aproximando-se dos repentes – apesar de muitos desses serem improvisados, como o rap.
Chegando a Portugal, o cordel ganhou esse nome devido à forma como ele era comercializado, pois os folhetos ficavam expostos pendurados em barbantes ou cordas. E daí, não é muito difícil de imaginar como o cordel chegou ao Brasil.
Vindo com os colonizadores portugueses, o cordel começou a se espalhar pelas áreas colonizadas e acabaram criando raízes no nordeste brasileiro, que por muito tempo sediou a capital, Salvador.
Segundo alguns pesquisadores, até por volta de 1750 o cordel era conhecido como poesia popular e era transmitido de forma oral. Um dos primeiros cordelistas brasileiros que se tem notícia é Leandro Gomes de Barros.
Paraibano, Leandro teria sido o primeiro a publicar os folhetos rimados, sendo considerado ainda hoje o maior poeta de literatura de cordel, tendo publicado cerca de mil folhetos. E é também em sua homenagem que hoje, dia 19 de novembro, é considerado o dia do cordelista, afinal, ele nasceu em 19 de novembro de 1865, em Pombal.


O cordel é uma forma de narrar uma história tomando por base versos. Os temas abordados podem ser os mais variados, indo desde uma crítica social a uma dor de amor, sem deixar de lado a diversão, quase sempre presente. Quase sempre encontramos alguns recursos comuns, como a descrição do personagem em cena e monólogos sobre o tema a ser trabalhado, que costuma envolver algum problema que o herói deve resolver com astúcia e inteligência.
Mas não é qualquer poesia que pode ser considerada um cordel. Nem mesmo o modo como é impressa. Para ser um cordel, o texto precisa seguir algumas regras bem específicas no que tange à métrica.
Resumidamente, a métrica pode ser: quadra (estrofe de quatro versos com sete sílabas cada, hoje em desuso pelos cordelistas); sextilha (seis versos de sete sílabas, sendo a mais conhecida); septilha (sete versos, mais difícil de ser encontrada); oitava (oito versos de sete sílabas, ou duas quadras); décima (dez versos de dez ou sete sílabas); e martelo (estrofe de decassílabos, mais usadas em versos heroicos ou satíricos).


Além das rimas, o cordel também é conhecido pelas suas xilogravuras, feitas a partir de uma técnica de gravura onde a madeira talhada se torna matriz do que se pretende imprimir. Mas engana-se quem acha que só é cordel o folheto que traz uma xilogravura em sua capa. No texto de Izaias Gomes de Assis, ele discute alguns mitos sobre os cordéis, inclusive este. Segundo Izaias, a xilogravura é apenas um dos meios de se ilustrar o cordel, tornando-se popular a partir de 1940, sendo comum que os primeiros impressos não tivessem nenhuma ilustração, ou até mesmo que usasse fotografias.
O cordel é tão importante na literatura, que desde 1988 existe a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, sediada no Rio de Janeiro. No site da Associação vocês podem procurar mais informações sobre grandes cordelistas e ler alguns cordéis digitalizados.
Ainda sobre o tema, a Biblioteca de Obras Raras Átila Almeida, situada em Campina Grande (PB) e de responsabilidade da Universidade Estadual da Paraíba, tem o maior acervo de cordéis do país, com mais de 10 mil títulos, com o catálogo disponível online.

Fonte: http://www.coletivocult.com/e-no-dia-do-cordelista-um-pouco-sobre-o-cordel/