Chrystian Marques artista contemporâneo do cariri, faz uma mescla do convencional com a arte contemporânea tendo como resultado obras muito bonitas e interessantes que demonstram a cultura caririense, vale a pena conhecer um pouco desse artísta que valoriza a cultura local:

Chrystian Marques – Artista do Cariri Contemporâneo

A contemporaneidade criar artistas inquietos e antenados nas mais diversas poéticas. Chrystian Marques é fruto deste tempo. Ele bebe do universal e regional para compreender uma produção visual que esteja ligada a compreensão do Cariri/CE. Chrystian mescla o seu trabalho entre convencional e as novas tecnologias.

Alexandre Lucas - Quem é Chrystian Marques?

Chrystian Marques - Cratense, persistente, roqueiro, jazzista, regueiro, cristão, ousado no que diz respeito à luta e a arte. Amigo do bem, Aprendendo sempre, sonhando sempre e realizando quando posso.

Alexandre Lucas - Quando teve inicio seu trabalho artístico?

Chrystian Marques - Teve início o despertar mesmo para a arte em 1980 quando por ocasião de um curso que fiz aqui no Crato no antigo espaço da Biblioteca Municipal e no Museu de Arte Vicente Leite. Já tinha forte influência de meus pais, principalmente de minha mãe que pintava na sua juventude. E já me via pensando que aquilo seria importante pra mim como algo que fosse realmente profissional. Gostava de pensar que queria ser desenhista, artista num todo. O curso que fiz me ajudou a começar aprimorar a visão dos traços e a visão da arte como algo feito pela contemplação e não apenas como algo de cópia que pudesse imitar. Olhar sinhá D´amora, outros artistas daquele museu riquíssimo, me marcou muito. Aquele artista pediu que amassássemos um papel e que começasse a desenhar do jeito que ficou para aprendermos a ver os traços e as sombras que nasciam com a incidência da luz. Dai logo após outro curso fiz minha primeira exposição no SENAC em Crato, numa coletiva.

Alexandre Lucas - Quais as influências do seu trabalho?

Chrystian Marques - Estudo sempre por conta própria e estou sempre a devorar trabalhos e isso significa dizer que temos sempre uma influência, alguém que admiramos, alguém que nos faz sentir fortes emoções ao olhar para um artista como Sinhá D´ámora, Pablo Picasso, Portinari, Chagal, Munch. O expressionismo é uma fonte da qual bebo sempre. Estou ligado as minhas raizes e nesse regionalismo há vários artistas como cearenses importantíssimos como Sérvulo Esmeraldo, Karimai. Cristafari, Coldplay, Chapada do Araripe, Rock, Gilberto Gil, Reggae , amor, revista em quadrinho. Ter uma influência artística não significa dizer que imite tal trabalho, ou movimento. Procuro fazer arte com minha própria visão que venho aperfeiçoando.

Alexandre Lucas - Fale da sua trajetória?

Chrystian Marques - Vai sendo a cada dia no caminho que planejamos, mas que seguidos por uma transpiração com uma pouca inspiração vou trabalhando. Produzindo sempre.
Vou fazendo arte do meu jeito. Vou fazendo uma trajetória de realização pessoal. Fiz a partir de 1980 exposições, cursos, workshops e não paro por ai. Em 2007 participei de uma coletiva no Centro Cultural dos Correios, Rio de janeiro e em 2008 fui selecionado pelo Centro Cultural BNB com desenhos meus. Participei de 4 edições da Mostra Cariri das Artes. Fui nessa onda apesar dos percalços. Artistas que criavam realmente eram poucos, estavam talvez cansados de exporem seus trabalhos pois preferiam vender a amigos, doar, etc. Acredito que uma turma da qual fazia parte como eu, Augusto Bezerra, Junior Erre, Edelson Diniz, Alexandre, outros se movimentavam na Mostra Sesc , em ateliês, expondo nossos trabalhos mesmo contra a maré da desvalorização. Fiz minha escolha de colocar meus trabalhos não nas praças ou outros lugares a não ser naqueles que o artista é realmente respeitado, como espaços interessantes. Um artista deseja não apenas passar emoções, idéias, mas ganhar dinheiro como uma profissão como qualquer outra. E por isso minha trajetória é essa que vai sendo feita por esse caminho.

Alexandre Lucas – Como você caracteriza seu trabalho ?

Chrystian Marques - Tento, investigo o meu tempo, falar do meu tempo, procuro ser puramente regionalista mesmo que fale do universal.

Alexandre Lucas – Qual a importância do seu trabalho artístico?

Chrystian Marques - A arte feita com uma consciência de discutir, provocar, trazer à superfície da vida elementos do bem, com intuito de falar, trazer o melhor para o homem é um dos motivos pelo qual me baseio. Pra mim isso é importante.

Alexandre Lucas – Como você observa a produção de artes visuais no Cariri?


Chrystian Marques -
Super abundante. Muitos artistas que conheço como Guto Bitu, Junior Erre, outros, estão sempre produzindo. A qualidade de artistas que o Cariri tem é impressionante. O bom disso tudo é que vejo artistas com olhar no cariri, ou seja, ninguém precisa ser bombardeado de culturas de outros territórios sendo moldado conforme essas culturas. Há uma excessiva perda de identidade clara, mas no caso dos artistas vejo regionalismo artístico em seus trabalhos porque estamos falando do que deveríamos discursar mesmo que tenhamos visão universal. Isso se transforma se mistura sem se tornar uma coisa homogenia.

Alexandre Lucas – Como surgiu a idéia de criar o blog de Artes visuais no Cariri?

Chrystian Marques - Surgiu da necessidade de viver, discutir, divulgar, provocar, trazer a discussão e a valorização das artes plásticas no cariri por meio da internet. Assim estamos mais ligados com a arte que acontece nas metrópoles e a que acontece no interior. Seguindo a onda muito forte de criação de blogs de todo os tipos aqui no Cariri, também fui incentivado a isso. O Blog há três anos está online, uns 15 mil acessos já foram registrados. Já foi visto por grandes jornalistas como grandes artistas no sudeste. Assim também é uma forma virtual também de exposição dos nossos trabalhos como uma exposição física. Procuro agregar sempre os artistas nesse blog para juntos levarmos nossa arte pro mundo. Gostaria que muitos participassem dele como comentaristas, publicassem suas idéias, seus trabalhos. Vai ai o link. www.artesvisuaiscariri.blogspot.com.

Alexandre Lucas - Como você ver a relação entre arte e política?

Chrystian Marques - Arte é uma manifestação que tem sua liberdade própria, não precisa de paradigmas, ela é arte. mas precisamos da política para que a estrutura das organizações possam encaminhar bem projetos, instituições, museus, estado, quando se fala em política honesta e democrática. A arte e a política sempre estão unidas.
Alexandre Lucas – Quais os seus próximos trabalhos?

Chrystian Marques - Estou trabalhando numa série que justamente fala sobre o cariri, um cariri contemporâneo.

Retirado do site: http://culturanocariri.blogspot.com/

Passo a passo de como criar sua própria Pinhole

As fotografia marcam nossos momentos e quem é que não gosta de relembra de um determinado momento através de uma foto. É muito bom mesmo e por isso aqui esta um passo a passo para fazer uma maquina fotografia com uma caixa de fósforo, aproveitem!


1. Material nescesário: • Lata de Alumínio • Tesoura • Caixa de Fósforo • Durex • Fita Isolante • Latinha Vazia de filme • Capinha para filme • Régua • Filme Fotográfico • Caneta Estilete • Agulha ou Alfinete • Papel Cartão
1. Material nescesário: • Lata de Alumínio • Tesoura • Caixa de Fósforo • Durex • Fita Isolante • Latinha Vazia de filme • Capinha para filme • Régua • Filme Fotográfico • Caneta Estilete • Agulha ou Alfinete • Papel Cartão
2. Inicialmente, marque o centro da parte interna da caixinha de fósforos, e um quadrado de 2,4x2,4 cm, e recorte-o. Que servirá para esticar e dar a moldura do nosso quadro para a fotografia.
2. Inicialmente, marque o centro da parte interna da caixinha de fósforos, e um quadrado de 2,4x2,4 cm, e recorte-o. Que servirá para esticar e dar a moldura do nosso quadro para a fotografia.
3. Após recortada a parte interna, pinta-se de preto dentro dela e uma das laterais internas da caixinha.
3. Após recortada a parte interna, pinta-se de preto dentro dela e uma das laterais internas da caixinha.
Pinhole-4
4. Depois de pintadas, marcamos a parte externa da caixinha (no lado oposto ao que foi pintado internamente) um quadrado de 0,6x0,6 cm e o cortamos. Este quadradinho irá dar suporte ao obturador de nossa pinhole.
Pinhole-5
5. Agora vamos recortar um quadrado de 2x2 cm da lata e no centro vamos fazer um furinho com a agulha. Este será o diafragma da nossa câmara.
Pinhole-6
6. Após recortado o alumínio deve ser pintado de preto para que não reflita dentro da nossa pinhole.
Pinhole-7
7. Após pintada nos devemos colar com fita isolante a latinha com o furo, devemos tomar cuidado para não colar com o furo descentralizado, para ajudar no processo marcamos o meio da caixinha nas bordas para facilitar o alinhamento do furo.
Pinhole-8
8. Neste momento vamos pegar o papel cartão e recortaremos dois retângulos, um do tamanho externo da caixinha e no centro dele um quadrado de 2x2 cm e outro de 3x6 cm, este ultimo retângulo será nosso obturador.
Pinhole-9
9. Primeiro colamos com fita isolante o retângulo maior na caixinha, cuidando para que a fita passe rente a borda do quadradinho recortado.
Pinhole-10
10. Para que o nosso obturador funcione corretamente com o estilete deve-se cortar um pouco da fita isolante da parte de cima da caixa, para que o retângulo mais comprido possa entrar entre a caixinha e o retângulo do tamanho dela.
Pinhole-11
11. Agora vamos cortar uma trava para o filme não voltar para dentro da bobina. Com o tubinho de plástico que vem o filme, cortamos uma tira de 1 cm, e comprida o suficiente para dar a volta na bobina. E em uma das extremidades da tira vamos cortar uma ponta.
Pinhole-12
12. Após cortar e fazer a ponta na tira vamos colar ela na latinha de forma que a ponta que fizemos encaixe dentro de um dos furinhos laterais do filme. Este passo e o anterior podem ser pulados se você não tiver o tubinho que protege o filme. E vamos cortar a ponta do filme que veio vincada.
Pinhole-13
13. Chegou o momento de carregarmos nossa pinhole, com a emulsão (lado menos brilhante do filme) voltada para cima, e passamos dentro da caixinha da direita para esquerda, tomando cuidado para que o pininho que tem na latinha em um dos lados fique para baixo.
Agora vamos colar a bobina vazia na outra extremidade do filme, esta bobina vai recolher o filme já exposto, e servir como rebobinador do filme, para isso devemos pegar a bobina vazia e com a emulsão voltada para cima passarmos durex na pontinha do filme e colarmos filme já carregado na pinhole.
14. Agora vamos colar a bobina vazia na outra extremidade do filme, esta bobina vai recolher o filme já exposto, e servir como rebobinador do filme, para isso devemos pegar a bobina vazia e com a emulsão voltada para cima passarmos durex na pontinha do filme e colarmos filme já carregado na pinhole.
15. Neste passo vamos inserir a parte interna da caixinha, com a parte pintada de preto voltada para frente, tomando o cuidado para que o filme fique bem esticado.
15. Neste passo vamos inserir a parte interna da caixinha, com a parte pintada de preto voltada para frente, tomando o cuidado para que o filme fique bem esticado.
Pinhole-16
16. Agora vamos selar contra a luz a nossa pinhole, com a fita isolante, passe em toda a extremidade entre o filme e a caixinha.
17. Após passarmos a fita na vertical vamos passar também na horizontal para fixarmos bem as bobinas na caixinha.
17. Após passarmos a fita na vertical vamos passar também na horizontal para fixarmos bem as bobinas na caixinha.
18. Neste momento é mais por estética que novamente passamos a fita na vertical para esconder as emendas da fita.
18. Neste momento é mais por estética que novamente passamos a fita na vertical para esconder as emendas da fita.
19. Agora chegou a hora de nós arrumarmos um rebobinador para nossa pinhole nós utilizamos uma tampinha de caneta com a aba grossa para que entre dentro da bobina e possamos girar, deve-se recolher toda a parte já velada do filme, em sala de aula nossos testes revelaram que a cada 3 voltas completas nos avançamos um quadro.
19. Agora chegou a hora de nós arrumarmos um rebobinador para nossa pinhole nós utilizamos uma tampinha de caneta com a aba grossa para que entre dentro da bobina e possamos girar, deve-se recolher toda a parte já velada do filme, em sala de aula nossos testes revelaram que a cada 3 voltas completas nos avançamos um quadro.
20. Agora é só erguer a aba até expor o furinho, e pronto já estará fotografando.
20. Agora é só erguer a aba até expor o furinho, e pronto já estará fotografando.
Dicas de tempo de exposição para filme de ISO 100:
• Ambiente externo, luz do sol: 1-2 seg.
• Ambiente externo, nublado: 5 seg.
• Ambiente interno, iluminação normal: 5-10 min.
Os tempo sugeridos são baseados na abertura aproximada da pinhole que é algo entorno de f/90.
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Todas as imagens aqui utilizadas são de autoria do Nucleo de Fotografia Univali, a reprodução das imagens é permitida desde que devidamente creditadas.
Preparamos também os passos da montamgem já em PDF para facilitar.